A arte renovando nosso espírito de resistência

A arte renovando nosso espírito de resistência

“A arte é a arma contra a vida como um sintoma”

Por Lázaro Araújo

“Instrumentália” é o nome da banda. Não poderia ser melhor, pois os quatro músicos, “forjados” no bairro da Terra Firme, com sua guitarra, baixo, violão e bateria, trazem pra gente a sonoridade mais pura das canções paraenses, influenciadas pela música caribenha e latino-americana, desde tempos “imemoriais”. Entre essas canções, instrumentais, diga-se, estão o carimbo, a guitarrada, a lambada, a cumbia, o merengue, entre outras.

Segundo o nosso colega de Mestrado, Jetur Lima, o baterista, a banda, formada há dois anos, também toca “brega da saudade”. Esses camaradas fizeram a alegria dos organizadores, voluntários e dos credenciados no epca na tarde desta quarta-feira. Além de Jetur, a banda é formada pelos irmãos Eliezer e Daniel Aviz (violão e baixo) e Sebastião Trindade na guitarra. A banda tem um laço com a Organização Não-Governamental (ONG) Instituto Amazônia Cultural, que promove oficinas de música na Terra Firme há mais de 10 anos.

 

Tivemos também como atração cultural a cantora Lídia Belo, que num encantador solo, violão e voz, nos brindou com composições autorais e interpretações do cancioneiro popular brasileiro. Não é coincidência, mas talvez seja, rs, Lídia Belo, é mestre de comunicação, formada pelo PPGCom/Ufpa (Programa de Pós- Graduação Comunicação, Cultura e Amazônia da Universidade Federal do Pará), da turma de 2015.

Lídia canta por paixão, o que ela classifica como “gosto paralelo”. Ela é publicitária, já foi professora, mas atua em publicidade hoje em dia. Mas Lídia já lançou um CD e pode vir mais por aí, vejam que o paralelismo de gosto pode render bons frutos. Suas composições, segundo ela, têm uma pegada de balada, xote e até carimbo. Além do cd, vocês podem procurar pela cantora publicitária ou pela publicitária cantora nos canais de música da internet.

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